Saúde realiza Dia “D” para prevenção de suicídios

Amaturá registrou até setembro deste ano 92 tentativas de suicídios, contra 32 casos registrados em 2018, um aumento de 287%, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde. Diante deste quadro, a Prefeitura Municipal de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou na manhã desta quinta-feira (19/09), o Dia “D” do Setembro Amarelo da Campanha de Conscientização sobre Prevenção ao Suicídio. O Dia “D” foi realizado no Centro de referência da Assistência Social (CRAS). Participaram do evento profissionais em Saúde, estudantes e servidores municipais dentre outros. As palestras tiveram como objetivo de explicar as causas dos suicídios e quais os procedimentos a serem adotados na prevenção.
As palestras ficaram a cargo das enfermeiras Waldineia Ramos, da Unidade Básica de Saúde Altina Gonçalves; Sígia Simão, coordenadora da Educação em Saúde; e da psicóloga Lucy Bonifácio Pereira.
Waldineia Ramos abordou aspectos da depressão e ansiedade. A depressão segundo a enfermeira é a quarta principal causa de incapacitação de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que em alguns casos possui componentes genético que podem aumentar a pré-disposição para a depressão. Outros fatores são vícios em cigarro, álcool e drogas ilícitas, traumas físicos ou psicológicos, problemas cardíacos, relações interpessoais, em especial conjugal.
São sintomas da depressão insônia, angústia, irritabilidade, desânimo, apatia, desejo de morrer, sentimento de desesperança, sensação de falta de sentido da vida, falta de motivação e cansaço fácil.
“Não podemos julgar quem tem a depressão”, alertou Waldineia, sobre a necessidade do apoio da família ou de pessoas do círculo de amizades da pessoa deprimida. Segundo censo da OMS no mundo existem mais de 300 milhões de pessoas sofrendo de depressão.
A enfermeira Sígia Simão apresentou dados locais e nacionais. Segundo ele, o Brasil registrou 11 mil suicídios no ano passado, constituindo no quarto maior fato de mortes no País. O suicídio em maior número está na faixa etária de 15 a 29 anos, de acordo com dados da OMS e Ministério da Saúde. Ela falou da necessidade de as pessoas procurarem orientações, buscando ajuda médica e psicológica.
A psicóloga Lucy Bonifácio Pereira, iniciou sua apresentação com uma dinâmica de grupo. Em sua fala ela observou que as pessoas que querem tirar sua própria vida dão sinais e deu um alerta. “Não desqualifiquem uma pessoa que tenha ideia de suicídio. Ela está pedindo ajuda. Tem que ouvir a pessoa e pedir ajuda aos profissionais de saúde”, disse.
Ao final alunos do Cetam encenaram um caso típico de Bullying em adolescente, uma das causas que leva jovens ao suicídio.  (Fotos: Eduardo Gomes)

Fonte: Assessoria de Comunicação