Amaturá realiza primeira conferência de segurança alimentar e nutricional

Incentivo à produção rural através da assistência técnica, distribuição de sementes e mudas; cursos de qualificação para famílias visando a geração de emprego e renda; e a implantação do Vigia Água em processo de implantação no município. Estas foram as três principais propostas aprovadas na primeira Conferência Municipal de Segurança Alimentar, realizado pela Prefeitura Municipal de Amaturá, por meio da Secretaria Municipal da Assistência Social. A conferência reuniu membros da Câmara Intersetorial cuja lei aprovada neste ano por iniciativa do prefeito Joaquim Corado.
A reunião aconteceu na tarde desta terça-feira (17/19) no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) e contou com a participação das secretárias municipais de Saúde, Educação, Assistência Social, Produção Rural e Meio Ambiente.
A Conferência foi realizada em duas etapas. Na primeira, a nutricionista Marcélia Marinho, enfermeira Janete Barroso, a assistente social do CRAS Gleiciane da Silva Salvador, as secretárias municipais de Saúde, Nazaré Rocha e da Assistência Social, Graça Alencar apresentaram diagnósticos e quadros sobre a segurança alimentar e nutricional no município de Amaturá.
Um dado que chamou a atenção foi apresentado por Gleiciane Salvador. Das 652 famílias inscritas no Cadastro Único do Programa Bolsa Família, 377 possuem renda familiar de até R$ 89 reais.
“O PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) veio muito a contribuir com as famílias em situação de extrema pobreza e pobreza”, afirmou. Muitas crianças veem a merenda escolar a única forma de alimentação devido a baixa ou quase nenhuma renda familiar. Desde 2017 a Prefeitura vem estimulando a agricultura familiar para fornecimento de itens para a merenda escolar. Hoje, segundo a nutricionista, a Secretaria Municipal de Educação conta com 13 produtores que fornecem regularmente produtos para a merenda das crianças.
Segundo a nutricionista Marcélia Marinho a maior dificuldade no acesso a alimentação de qualidade é a falta de produção e pouca variedade de alimentos à disposição das famílias de baixa renda no município. A banana, farinha e o peixe acabam sendo a única fonte de alimento, já que muitas famílias não possuem renda para adquirir outros produtos vindos de Manaus e por um preço inacessível.
Outra dificuldade apontada é a baixa produção agravada no período da estiagem nos meses de agosto, onde agricultores sofrem perda da produção.
A conferência foi encerrada à noite com a apresentação das propostas e a eleição da produtora rural Sirlene Gomes e a nutricionista Marcélia Marinho para representarem o município na conferência regional. 

Fonte: Assessoria de Comunicação